domingo, 22 de dezembro de 2013

Diário #0001

Blessed Be and Welcome - Que as bençãos da Grande Mãe guiem nossos passos.

Hoje, eu decidi realmente criar um diário eletrônico, para compartilhar minhas experiências com outros que, assim como eu, desejam seguir os Caminhos da Antiga Arte da Magia e Bruxaria.

Comprei alguns materiais básicos, para aprendizagem e meditação, e ainda vou comprar meu Grimório.
Tenho um livro de Claudney Prieto - "Coven, Criando e organizando seu próprio grupo" -  e um livro de Ellen Cannon Reed - "O Tarô das Bruxas", com Ilustração de Martin Cannon. E um jogo de Runas em Pedra-Sabão pela Oficina Sowely Esotéricos.

Ainda não passei por um ritual de Iniciação nem por um ritual de Dedicação em nenhuma tradição, mas creio que a tanto a Auto-Iniciação quanto a Auto-Dedicação são formas válidas de se adentrar em um caminho mágico. Pretendo seguir a Dragon Magic, que como o próprio nome diz trabalha com Dragões.

Agora, um pouco sobre mim: Me chamo Robert Wellerson, mas prefiro ser chamado de Eryon. Tenho 18 anos, que foram completados dia 18 de Dezembro de 2013. Nasci no dia 18 de Dezembro de 1995, em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. Talvez uma estranha piada da vida, pois metade de minha família paterna foi morta pelos Seguidores no Tempo das Fogueiras.
Um pouco desta história:
Retomei esta parte esquecida do passado de minha família graças a um baú cheio de Grimórios de meus ante-passados. Meu pai decidiu não trilhar este caminho, mas deixou a mim este baú.
Os pais de meus tataravós eram de Firenzze, ou Florença, na Itália. Mas lendo os grimórios, percebi que minha linhagem vem de tempos mais antigos que a própria inquisição, em Marselha. Brenna Alves di Leone foi a primeira Bruxa de minha família. Filha de um Cigano e de uma camponesa, conheceu a Wicca através de longas viagens rumo ao norte da Europa. Nestas viagens foram cruzados países como Romênia, Alemanha, França, Suíça e Finlândia.
Fragmento retirado do Grimório de Brenna, pobremente traduzido do Italiano:
"Nesta viagem pude finalmente abrir minhas asas e voar um pouco, para longe de toda aquela confusão que criavam ao meu redor. Nem sei mais onde estou e já faz alguns anos que não vejo minha família. Sinto falta de casa, e sinto vontade de criar raízes. Tentarei voltar para minha casa assim que possível. Pude juntar algum dinheiro e vou começar a trilhar meu caminho de volta em breve."
Alguns meses depois, ela estava grávida de um fazendeiro. Ela deu a luz na fazenda, mas a Era das Sombras estava prestes a começar. Então, ela retornou para Marselha, ao custo de dois anos. De lá, tenho um fragmento do grimório de uma neta dela, Lorena Alves di Leone:
"Hoje, tive de sair correndo de minha casa, por culpa de homens que a incendiaram. Minha mãe foi morta tentando me dar tempo para fugir com meu irmãozinho, e meu pai foi morto por soldados enquanto defendia nossa casa. Não sei o que vai acontecer comigo nem com meu irmãozinho, mas estou com medo, frio e fome. Fugimos por uma floresta, e fomos acolhidos por um senhor em sua casa. Tentarei me esconder o quanto puder."
Mesmo a casa tendo sido incendiada, o "Baú de Grimórios" foi mantido a salvo, no porão. Por uma semana, Lorena procurou por este baú, até que o encontrou e levou a fazenda deste senhor. Lorena explicou toda a história da família para ele e ele a levou para Marselha. Em Marselha uma pequena "Guerra Oculta" foi travada entres os Alves e os Crucci. Crucci eram na verdade várias famílias que serviam diretamente a igreja. Nesta guerra, metade dos Alves foram mortos e enterrados em um cemitério fora dos limites da cidade. Então, os sobreviventes começaram a praticar dentro de um Coven, que também foi logo dissolvido. No entanto, seus Grimórios foram mantidos dentro daquele baú e passados de geração em geração.

Meu avô me mandou o Baú, sem ter seu grimório nele, pois ele não havia seguido os caminhos da Arte, assim como meu pai. Agora, cabe a mim reviver esta tradição familiar.